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Empresário cachoeirense mantém produção de azeitonas para extração de azeite

Por Redação
Propriedade “Chalé Monte das Oliveiras” fica na região de Pedra Azul, em Domingos Martins

 

O Espírito Santo é um estado muito próspero, com vários segmentos econômicos bastante sólidos, que vem crescendo exponencialmente a cada ano. A agricultura é uma delas. Entretanto, apesar de ser muito conhecido como um grande produtor de café, novas atividades estão surgindo.

O empresário cachoeirense Márcio Rohr é um exemplo disso. Ele mantém uma produção de azeitonas para extração de azeite extra virgem. A propriedade “Chalé Monte das Oliveiras” fica na região de Pedra Azul, em Domingos Martins.

Nós conversamos um pouco com Márcio sobre esse investimento e trazemos tudo em primeira mão para nossos leitores.

Como e quando começou a produção de azeitonas?

A vontade de plantar as oliveiras para produzir as azeitonas destinadas para extração de azeite extra virgem puro, fresco e artesanal, nasceu três anos pós a compra do primeiro sítio, em 2014. Como tinha uma grande área ociosa, eu queria plantar uma cultura perene, então durante anos pesquisando, escolhi a oliveira, por se tratar de uma arvore símbolo de força e resiliência e, podendo chegar a mais de 2 mil anos de idade em plena produção. Além disso, gostaria de deixar um legado para futuras gerações.

Então, em 2017, começamos o planejamento e preparação do terreno e do solo. Foi um ano de preparação para que, em 2018, fizéssemos o plantio do maior olival do Espírito Santo, destinado exclusivamente para produção do azeite extra virgem artesanal, com 2.700 oliveiras.

Como é feita a capacitação e acompanhamento para o desenvolvimento do olival?

Antes do plantio visitamos um olival na Serra da Mantiqueira, que foi pioneiro no Brasil. Fizemos também um dia de campo em alguns olivais para ver o plantio de perto e, então, contratamos o engenheiro agrônomo Sr. Nilton Caetano, que possui uma vasta experiência na cultura e que realizou a primeira extração de azeite no Brasil há quase 20 anos. Ele nos deu toda a capacitação e, ainda hoje, temos uma engenheira agrônoma de São Paulo que nos dá assistência. A oliveira é uma árvore muito rústica, forte e perene, porém para o plantio comercial temos que adotar várias técnicas para que seja produtiva.

A produção é familiar?

Sim, é uma produção familiar. Apesar de eu ser empresário em outro ramo, como atividade principal, nossa família está toda envolvida na cultura. Somos apaixonados pelas oliveiras e queremos fazer o azeite fresco e artesanal de azeitonas colhidas na mão. Além disso, contamos com ajuda de mão de obra local.

Onde fica a propriedade?

Nossa propriedade fica na região de Pedra Azul, em uma entrada a 2 km antes da Rota do Lagarto, indo em direção ao Parque Estadual do Forno Grande. Estamos em uma altitude de quase 1.300 m, a 75 km de Cachoeiro, em um clima totalmente favorável para a produção.

O azeite já começou a ser produzido?

O plantio da oliveira demanda muito investimento e seu retorno é a longo prazo, porém, produz por vários séculos. Nosso plantio completou apenas 3 anos, por isso, comercialmente ainda não. Entretanto, para nossa surpresa e de nossos engenheiros agrônomos, mesmo as árvores sendo tão jovens, veio uma floração e conseguimos fazer uma pequena extração, a primeira em nossa propriedade e no Estado do Espírito Santo. Foi algo incrível colher as azeitonas e produzir nosso próprio azeite.

Qual a diferença do azeite artesanal e o vendido no supermercado?

Durante a visita na Serra da Mantiqueira, pude degustar o azeite extra virgem artesanal, o gosto é completamente diferente desses de supermercado, você realmente sente o sabor do azeite em todos os sentidos. Um aroma fresco e herbáceo, um amargor e uma leve picância. Não dá vontade de parar de degustar.

O azeite ao contrário do vinho, quanto mais fresco para ser consumido, melhor será para o paladar e, principalmente para a saúde. Pois preserva todas as propriedades benéficas.

É possível conhecer o Chalé Monte das Oliveiras?

Ainda não estamos abertos para visitação, mas muitas pessoas querem conhecer o olival. Entretanto, ainda estamos preparando nossa infraestrutura para que isso aconteça, nosso objetivo é promover o olivoturismo, com o turismo de experiência, no qual as pessoas conhecerão a cultura das oliveiras de perto, sem precisar de ir para Europa. Será possível estar no meio do olival, ver a floração, ver as azeitonas crescendo, participar da colheita e provar o azeito fresco do fruto colhido do pé, uma sensação única.

Além disso, estaremos este ano iniciando a construção dos chalés, no qual terão uma vista panorâmica para todo o vale do olival e para a Pedra do Forno Grande, com total privacidade. Ficarão bem no alto do Monte das Oliveiras e, no fundo, uma floresta de mata virgem com mais de 2 km.

E, enquanto a visitação não está aberta ao público, é possível acompanhar toda a história do olival, com fotos, paisagens, floração, colheita e produção do azeite, através do Instagram @chalemontedasoliveiras.

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